Credenciada e Autorizada pelo Conselho Municipal de Educação
 

Nutricionista:


Alimentação Infantil

Os Hábitos alimentares são formados através de uma complexa rede de influências genéticas e ambientais. Devido a isso à mudança de comportamento alimentar é sempre um grande desafio.

A alimentação tem sido uma constante preocupação dos órgãos mundiais de saúde, pois além de ser uma necessidade fundamental do ser humano, ela também tem sido um dos fatores do ambiente que mais afeta a saúde.
“Somos o que comemos” É uma frase antiga, mas que traduz bem este fato.

O ato de comer, além de satisfazer as necessidades biológicas do nosso organismo, também é fonte de prazer, de socialização e transmissão de cultura. 

Assim, não basta termos acesso aos alimentos, precisamos “saber comer”, ou seja, saber escolher os alimentos na forma e quantidades adequadas às necessidades diárias do nosso organismo, ao longo das diferentes fases da nossa vida.
Muitos dos nossos hábitos alimentares são condicionados desde os nossos primeiros anos de vida. Então, uma alimentação saudável durante a infância é essencial para permitir crescimento e desenvolvimento normais, além de prevenir uma série de problemas ligados a uma má alimentação como anemia, o atraso no crescimento, a desnutrição, a obesidade ou a cárie dentária.
Estudos nos trazem que os hábitos alimentares das crianças são aprendidos através da experiência, da observação e da educação.

O papel da família na alimentação e na educação alimentar é inquestionável, mas além da família, a escola, e em especial as Escolas de Educação Infantil tem papel fundamental nesta questão, uma vez que podem oferecer um contexto de aprendizagem formal sobre esta e outras matérias, complementando assim o papel familiar.

Fazer com que a criança coma bem é uma das principais preocupações dos pais, porém, na tentativa de fazer com que eles “raspem” os pratos, ao invés de ajudá-los podemos estar prejudicando-os. 

Um estudo conduzido pela Loughborough University com 104 crianças com idades entre 3 e 6 anos observou que “obrigar” a criança a comer tudo pode ter o efeito inverso, ou seja, despertar nela uma aversão a comida e, com isso fazer com que ela coma menos. Além disso, poderá haver um comprometimento da noção de saciedade da criança.

A capacidade gástrica de uma criança é de 200 a 300 ml, muito menor do que a de um adulto, por isso é normal elas não comerem grandes quantidades. Se colocarmos muita comida no prato e as forçarmos a comer tudo, poderemos estar causando um problema para a sua vida adulta. O fato de a criança crescer com a idéia de “raspar” o prato poderá torná-la um adulto que comerá tudo o que estiver no prato, mesmo se não tiver fome. 

As crianças, assim como nós adultos, também têm dias em que o apetite naturalmente está menor, então, o ideal é respeitarmos a fome dos nossos filhos.

Mas é claro que, se a criança não está comendo nada ou perdeu o apetite de uma hora para outra, sem nenhum fator associado como doença ou sono, por exemplo, é preciso estar atendo e se necessário consultar com o pediatra para averiguar o que está ocorrendo.

Incentive-o
Crianças tendem a rejeitar novos alimentos (neofobia), o que é uma resposta normal, e reflete um processo adaptativo, porém, com exposições freqüentes, os alimentos novos, passam a ser aceitos. Em média são necessários de 8 a 10 exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança.

O disfarce de um alimento é aceitável desde que o mesmo seja oferecido em sua forma natural. Tudo bem picar aqueles legumes que ele não come e cozinhar junto com o arroz, mas ele também precisa aparecer no prato do seu filho de forma mais visível.

Pequena Porção
Não exagere na quantidade de comida no prato das crianças. É normal elas comerem menores quantidades. 

Não force
Não obrigue a criança a comer mais do que ela precisa. Se você colocar pouco e ela pedir para repetir, não tem problema, desde que isso aconteça naturalmente.

Sem chantagem
Não faça com que a alimentação torne-se um evento. Não faça chantagem, para que a criança não associe o momento da refeição a uma hora ruim.

Evite
Muito líquido durante as refeições. Eles dão a impressão de saciedade em curto prazo e fazem as crianças comerem menos do que precisam.

Dê o exemplo
Ofereça alimentos saudáveis, faça as refeições com calma, tenha uma alimentação regrada, para dar o exemplo para o seu filho.


Juliana Flores 
Nutricionista Crn-2 9195

 


Os hábitos alimentares são formados na infância e de acordo com alguns estudos podem sofrer influências genéticas e ambientais. Devido a isso, a mudança de comportamento alimentar, se torna um desafio para os profissionais de saúde.

É importante termos em mente que a nossa relação com os alimentos, pode ter repercussões duradouras no comportamento alimentar dos nossos filhos até a vida adulta. Quando pequena, a criança não opta por um alimento ou outro, nós é que vamos num primeiro momento apresentar a ela os alimentos, portanto, cabe a nós fazermos isso de uma maneira saudável.

A criança aprende com os pais os seus hábitos alimentares, se não houver uma variedade na oferta de alimentos ou se não existir o costume de realizar todas as refeições, a criança poderá facilmente se adaptar a este padrão.

A alimentação de nossos pequenos deve ser variada, um único alimento não fornece todos os nutrientes, e por este motivo devemos escolher alimentos variados que fornecerão uma dieta balanceada. Quando possível, os lanches devem ser preparados em casa, evitando-se a compra de alimentos industrializados, salgadinhos, alimentos gordurosos, refrigerantes e outros.

Na Escola buscamos estimular as crianças a uma alimentação saudável e natural, desde o aprendizado em sala de aula, através da educação nutricional, até o momento no refeitório, oferecendo-lhes os alimentos necessários para o seu dia, respeitando a individualidade de cada um, contribuindo assim para um futuro saudável.

Juliana Flores
Nutricionista – CRN2 9195